A INFORMÁTICA APLICADA À MEDICINA VETERINÁRIA
A utilização da
Informática na Medicina Veterinária vem, progressivamente, contribuindo para avanços
tecnológicos e científicos de grande importância comprovando, definitivamente,
a conveniência da união destas duas áreas. O envolvimento da informática no
ensino superior abre janelas de comunicação e novas perspectivas que,
certamente, facilitarão a vida do aluno, do Médico Veterinário e a de seus
clientes e pacientes.
A evolução na área da Informática relacionada
à Veterinária se reflete tanto no campo clínico como no de pesquisas e de
publicações técnicas e científicas difundidas através da Internet que propiciam
o acesso a farto material facilitando de sobremaneira o aperfeiçoamento
profissional.
A diminuição de tempo na obtenção de
resultados laboratoriais conseguidos através do uso das Tecnologias da Informação (TI) vem
promovendo uma evolução mais acelerada da Medicina Veterinária, tornando os
métodos de diagnósticos mais claros e menos evasivos e o mais importante,
salvando vidas. A melhoria nas áreas clínica (software gerenciador de
clínica), cirúrgica (equipamentos hospitalares), científica (computação gráfica
para apresentação de projetos de trabalho) e rural (software gerenciador
de fazenda) é a evidência das vantagens na união dessas duas áreas.
NOVA TECNOLOGIA NA ÁREA DE PRODUÇÃO ANIMAL
Apesar
de deter o segundo maior rebanho do mundo, o Brasil participou em 1999 com apenas
2,5% das exportações mundiais. A cadeia produtiva de bovinos e o sistema de
produção do bovino de corte têm implementado programas e práticas de produção
que visam reduzir o ciclo da reprodução e aumentar os ganhos de produtividade,
naturalmente associado a técnicas modernas de adubação de pastagens, pastejo rotacionado,
cruzamentos industriais, (redução da idade de abate), confinamento. No que
tange especificamente à pecuária leiteira, o controle leiteiro na fazenda, a
formação de raças mais produ-tivas e adaptadas às nossas condições de criação,
via cruzamentos entre zebuínos e taurinos e a introdução de novas variedades de
gramíneas, mais produtivas e nutritivas, constituem-se nos novos recursos
utilizados.
Tecnologias
de ponta são incorporadas à cadeia de produção de bovinos de corte e de leite.
A inseminação artificial, o transplante de embrião e o uso da informática são
componentes que facilitam sobremaneira os programas de melhoramento genético
das espécies e o gerenciamento da produção. Passam a serem utilizadas
tecnologias modernas na determinação das exigências nutricionais dos animais e
na formulação e preparo de rações. Novas práticas higiênico-profiláticas são desencadeadas
para atender a um melhor e mais eficiente manejo sanitário do rebanho. Neste
contexto, o aprimoramento e formação de uma mão de obra qualificada a ser
utilizada tanto na gerência quanto na execução dos serviços inerentes à produção
bovina se constitui aspecto relevante ao desenvolvimento do setor.
Todo
conjunto de ações que vêm sendo empreendidas na produção de carne bovina no
Brasil, busca superar deficiências tradicionalmente inerentes ao setor, tais
como: baixa capacidade de suporte das pastagens, o uso de alimentação
suplementar no período da seca, que não atende às exigências nutricionais dos
animais, elevada idade no abate dos machos e elevada idade na primeira cria para
as fêmeas. Há problemas nos aspectos sanitários, em determinadas regiões do
país, tais como febre aftosa, brucelose, ecto e endoparasitos.
A
pecuária leiteira também busca implementar estratégias para superar alguns
pontos críticos da cadeia produtiva do leite, tais como:
Ø
ineficiência na fiscalização, possibilitando a falsificação de insumos;
Ø
aplicação inadequada de equipamentos;
Ø
ausência de uma padronização dos produtos;
Ø mão
de obra mal-remunerada e pouco qualificada;
Ø
insuficiência de programas de avaliação genética;
Ø
baixa utilização do controle leiteiro por parte dos produtores; 15Ø pouco
relacionamento entre pesquisa e indústria na adequação de máquinas e equipamentos;
Ø
baixo espírito associativista e pequena adoção de tecnologia;
Ø
considerável número de laticínios sem serviço de inspeção e o SIF (Serviço de
Inspeção Federal)
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