O médico veterinário dá assistência clínica e cirúrgica a animais domésticos e silvestres, além de cuidar da saúde, da alimentação e da reprodução de rebanhos. Outra de suas funções, complementando sua atenção na saúde animal e na saúde pública, é inspecionar a produção de alimentos de origem animal. Nesse caso, o médico veterinário verifica o cumprimento das normas de higiene nas indústrias, a fim de evitar a transmissão de doenças para o ser humano. Na indústria alimentícia, ele controla as tecnologias de produção. Em qualquer indústria que utilize matéria-prima de origem animal, a presença do médico veterinário é indispensável para realizar o controle dessa matéria-prima. Pode atuar, ainda, na área de vendas de alimentos, medicamentos, vacinas e de outros artigos para animais.
O Mercado de Trabalho
O mercado de veterinária clínica e cirúrgica está relativamente saturado por causa da grande oferta de profissionais. No entanto, outras áreas têm grande demanda, como controle e inspeção de alimentos, saúde pública, zoonose e nutrição de animais de companhia. "Faltam profissionais para trabalhar no setor de produção, especialmente de suínos e aves. E, como os frigoríficos precisam se adequar às novas normas de exportação, as perspectivas também são boas no setor de qualidade", afirma a professora Ana Paula Federi Rodrigues Loureiro Bracerense, coordenadora do curso da UEL. Como o Brasil é um dos maiores mercados mundiais da agroindústria, o veterinário encontra vagas para trabalhar tanto na produção (com sanidade, nutrição, melhoramento e manejo geral) quanto no mercado de transformação, desde a inspeção de produtos de origem animal até o comércio desde a alimentos. É possível ainda atuar na área de gestão em grandes empresas relacionadas ao mercado específico, como a de insumos veterinários. A absorção da mão de obra pelas farmacêuticas também tem sido grande. A piscicultura é outra área que começa a absorver esse profissional, em todas as regiões do Brasil. O Centro-Oeste oferece as melhores oportunidades a ele, devido aos grandes rebanhos ali criados. A região vem recebendo ainda importantes empresas produtoras de suínos, além de novas granjas e frigoríficos. Na indústria de rações e insumos para animais domésticos, as melhores chances encontram-se nos grandes centros urbanos. Mas há vagas em granjas, cooperativas e fazendas, que, além da suinocultura e avicultura tradicionais, dedicam-se cada vez mais à criação de carne de caça, como perdiz, faisão e javali, especialmente nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Em alguns estados, como São Paulo e Minas Gerais, leis obrigam todas as pet shops (lojas de animais e suplementos) a ter um veterinário como técnico responsável, mas esse já é considerado um mercado saturado. Outra possibilidade, ainda que com menor número de vagas, é no Exército, no qual o profissional fica responsável pelos cuidados de saúde e alimentação dos animais da tropa. Há também chance de trabalhar com animais silvestres, em órgãos como o Ibama, zoológicos, institutos de pesquisa e preservação e ONGs de proteção animal.
Salário inicial: R$ 3.270,00 (6 horas diárias); fonte: Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado de São Paulo.
Curso
Nos dois primeiros anos, o estudante tem aulas de anatomia, microbiologia, genética, nutrição e produção animal, matemática eestatística, além de bioética e relações ciência, tecnologia e sociedade (CTS), entre outras. Em seguida, o aluno começa a estudar doenças e técnicas clínicas e cirúrgicas. As atividades práticas, que são realizadas em laboratório, continuam ganhando espaço na grade curricular da maioria dos cursos de medicina veterinária. No último ano da graduação, é obrigatório fazer estágio.Duração média: cinco anos.
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